terça-feira, 24 de novembro de 2015

teu retrato

sobre a noite de nunca mais era mentira e amor sobre hoje uma espera sem cais vou te sonhar no portão
esperar é deixar o amor 
fazer sombra

ela é surda e muda e cega 
e só sabe condenar e seu amor é um saco de pedras 
em que me amarro depois ela vem suave 
e adormece em mim

ele tem o espelho
dos abismos
o medo
dos vitrais
o corpo em delírio
e um querer
de nunca mais

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