segunda-feira, 9 de novembro de 2015

hora deserta

meu coração é terreno desabitado de amor
eu sei habitar apenas a mim mesmo
meu coração é um caminho desabitado
não importa que não queiram caminhá-lo
ele continua no caminho

partir é sempre um texto fácil
nas cartas que nunca escrevo
meu coração só sabe imitar
minhas mãos e,
elas só sabem do barulho do mar

sobre o que sinto agora
eu não tenho mais nada aqui
ela sempre vai e me deixa
nessa rua estreita de mim

amo o prato vazio
que te ofereço
ele é o preço
que se paga por mim
e nessas horas vadias
de palavras pendentes
o vazio é um espelho
espalhando realidade
entre o amor e o sonhos,
hora deserta
sem tua voz
em mim

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