terça-feira, 3 de novembro de 2015

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agora todos vão depressa 
correndo, 
porque aqui não tem a mesa exposta tem o vazio das horas

minha sina,
agora escrever aos silêncios

quem vai rápido e quem vai ficar palavras são disposição aceitar e amar

você sempre foi a escolha certa
faltou acreditar na dificuldade dela

pedi asas e preferi caminhar
pedi companhia e preferi o mar
pedi o amor, ele chegou tarde

esse querer que castiga
e não vê o tempo em que me recolho

esse querer que abre feridas não vê um coração zerado

de novo a dor que brincadeira estranha esse teu amor

essa poesia que insiste que eu fale de você

e esse tempo é uma
ausência pra viver

essa palavra dita que só quer dizer palavra de aconchego distante de você

agora a tarde é vã e o dia é findo nem posso acenar se você não vê meu coração aflito

e seu dia segue distante de mim dias e horas infinitas assim você onde não sei e eu de castigo em mim

haverá poesia no dia perdão

agora aqui todo lugar não tem esquina pra que possa ir dobrar a fagulha desse dia

(sobre sua ausência) tudo que permanece em mim procura por você em mim tudo que falta em mim é uma espera por você em mim


então meu coração é tempo morto
agora um fantasma um sopro

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