quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Palavras Sem Regras

na madrugada dos dias
e no café dos instantes
a poesia me acorda
como uma mãe
e põe a mesa
dos meus sonhos

vou atravessar
a janela de sonhos
que o dia me seduz

eu te vi passeando rubra sobre mim
pedras e senais de luxúria
o teu pecado é o meu prazer
doravante te chamarei de paixão

no furor dessa agonia
uma palavra dela
irradia a calma
e o sonho do dia

quando ela pensava em amar
eu corri e rasguei as regras
que ela tinha para sonhar

agora eu quero ver ela ver sambar,
sonha, cantar e amar
sem regra alguma
que a permita ser
que a permita amar
como se existir
fosse uma palavra
entre o querer e o sonhar











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