segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Palavras Olhando de Longe

Há uma poetisa no meu jardim
nem tive tempo de regar as plantas das minhas palavras
quando ela escreve,  uma sombra descansa sobre os homens
a poesia é quadro das suas pinturas
saio de cena e contemplo


a canção não tem letra
ela segue iludindo meu coração tardio.
a canção é o som do meu coração inabitado


ela vem descendo a rua da minha emoção,
não há coração,
tudo em mim é rua e estação.
ela vem trazendo um coração
e tudo quer ser chegada

ela é serenamente mortal
alma de mulher
corpo de lobo mau

não quero mais amor nas esquinas,
quero aqui junto,
na palavra e na retina.

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