terça-feira, 22 de setembro de 2015

Palavras Desesperadas Em Mim


era tarde e já era noite
eu só queria
esmolar o teu olhar,
queria me esfregar
em você
e morrer numa praça vazia
eu queria uma dose
de você

vou te afiar
na dor do meu machado
vou te tocar
num quarto abafado
e vou deixar
o teu olhar calado
vou sair na rua
e chamar teu nome

vou gritar em mim
morrer em mim
viver em mim
ficar em mim
sair de mim
vou ao teu encontro

e que ninguém me ouça
que ninguém saiba
que escrevo
porque meu coração
é um mantra de tolice
e paixão

hoje eu faço questão
sou o cão do terreiro
vou morder teu tornozelo
e fazer você correr.

dor amor revolta e rock and roll
passam por mim
numa intensidade de crimes
em mim tudo é o juízo final

hoje quem não tem amor
vai padecer
o barco naufragou
o verbo não quer conjugação
é amar ou morrer

puta merda meu coração
ficou louco
logo hoje
que eu queria tanto
namorar
agora eu me abandono
saio desse corpo
e vou te procurar

eu sou a esmola
e a sobra
que castiga a comunhão
eu quero amar
e morrer no teu perdão
me esconder nas ruas 
nuas e esburacadas
do teu coração

hoje não sei onde estou em mim
palavras e rock and roll
na minha ânsia de poesia
queria o mundo
como quem quer uma filha

e o amor rasgando 
tudo em mim
o amor curando 
a dor que tenho para chorar

esse amor que não passa logo
e me deixa viver em paz
agora consegui sorrir
encontrei (des)razão
para seguir

voar, viver e amar
vou agonizar essa rima
em mim

não sei se é raiva rima ou poesia
é tanta dor e alegria
que me ponho a escrever
como se soubesse dizer
tudo o que sinto

talvez a noite seja doce
e a verdade um balde de água fria
talvez eu corra nessa tempestade
e a hora seja de alegria

aprendi a respirar
a dor passou
vou aprender
a continuar

se você for, vá depressa
e por favor
não bata a porta.
se você voltar
venha correndo,
venha me amar .











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