quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Extremidade das Palavras

sem fim era a irradiação dos seus olhos,
assim ficamos cegos diante desse castelo de abandono.

Quando o céu estupidamente se rasgou, 
como uma revoada de pássaros, senti a chuva devorar meus poros.
Na janela da saudade onde ninguém se vê, 
não há mais jarros, nem flores.

Havia um jarro branco na janela dela, com flores coloridas. 
Um jarro branco na janela em que ela aparecia para o mundo.

Não tenho sonhos, nem medo, nem imaginação. 
Minha angústia de existir consome meu coração.

Agora é dia
Hora de ficar
Com o seu amor.
A lua, a chuva, a mesa.
Vozes, vinho e comunhão,
A solidão embriagada sorri,
E meu olhar dançando no salão.
Agora o gosto na boca é de amar,
Há tanto gosto em mim
e desgosto no sonhar.
Só agosto que chega assim,
fazendo doer e querendo sangrar.

Quando ela me lança atenção,
o mundo faz silêncio,
eu corro feito um menino.

extremada e exagerada é ela,
vulcão de beleza que confunde
o significado da palavra bela.

O amor é uma extremidade de loucura, 
e todo dia ela se refaz cheio de razão e louco de paixão.
Vou provar do teu veneno,
Sentir a morte do teu amor
Esfriando meu corpo, 
Tendo a tua lembrança     
Gravada nos meus olhos
De doação.

Gosto da palavra deusa,
Me qualifica diante da palavra mulher.
Mulher é plural
deusa e mulher, ela reina sobre mim.
Sou o verbo do desejo...

Assim despercebido eu existo,
e o amor todo dia passa por mim. 

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