domingo, 19 de julho de 2015

Palavras do Divã Morto


Meu jardim é um canteiro de pedras.
Todos passam e deixam lembranças.
Sobre as flores mortas não sei ainda nem importa tanto
Importa ser agora
Sendo assim serei um dia
Então ainda não sou
O que quero ser,
Minha angústia de ser.
Se ela não é ela, quem será esse tormento que fica vagando em minhas palavras,
Assombração de amores desfeitos.
Arrasto correntes pra mim mesmo
Sou meu próprio fantasma,
A noite é uma noiva distante, apelando por altares e promessas de amor eterno.
Nem borboletas, nem fantasma, apenas uma fantasia do carnaval que eu perdi.
De longe nem ela nem ninguém me reconhece, assim passo despercebido por ruas e praças
Quando ela me assombra com sua falta de palavras e olhos de multidão, eu corro para janela do meu Medo e aceno como alvo.
Ela é um fantasma com riso e sonhos nas palavras, e eu um tolo que desaprendeu a viver.

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