segunda-feira, 20 de julho de 2015

Palavras Desabitadas


Não vou falar do seu silêncio gritando em mim, 
nem da sua voz muda, 
nem da sua ausência na minha emoção, 
nem da tristeza do seu olhar...
Não falo da sua beleza radiante que prefere a sombra, 
não falo do desejo que calou-se em você...
Falo somente de você e da distância
e da saudade e de como o amor exilou-se, 
deixando apenas palavras de contato...
Eu já falei o seu nome? !
Esqueci, vou (re) aprender sobre epílogo...
Derradeira e primeira agonia que habita meu coração de pedra... Você.

Pra não dizer que não te amei,
Saiba que te amei...
Mas agora adeus.

Todos recolheram-se.
Só ela sabe do amor
Que nenhum homem
Não soube amar.
Ela sabe desse amor que há nas cinzas
Poço do deserto e chave sem portas
Ela tem o poder das magias
De todas as palavras.
Longe dela os outros não existem.
Perto dela todos são ninguém.
Perto dela ninguém é nada.

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