segunda-feira, 20 de julho de 2015

Filosofia do Prego

Eu vi o prego reclamando do martelo
Cansou da sua utilidade
Quer ser adereço apenas

Não estou em lugar algum, 
nem quero ir nem ficar, nem falar nem olhar, nem planejar... 
estou aqui, expondo palavras de mim sem razão alguma.
No fim é cada um com seu exotismo e vamos tramando laços de afinidades ou amizades

as palavras são dores
e sangue
sobre o que suponho sentir...
exponho minha crueldade
assim na nudez dessas palavras
sou verbo de desejos intermináveis...
agora que morri,
podem jogar
essas palavras em mim...

escondido em mim habita um monstro
que habita em lugar nenhum
que desabita palavras
em busca da atenção
desnecessária do seu amor...

Faltou o ar e o chão
depois que você fez falta
nas bandas do meu coração...

promessas...
exposição de erros
e palavras de repetição.
não há sonhos, há saudades...

Agora é noite no tormento de nós...
Noite no abismo do desejo
Agora é tempo de exaurir-se...
Desde quando eu conheço essa saudade inexistente...
desde que o dia desenhou formas na minha descrença em você...

pessoas que mentem e fingem constantemente...
pessoas carentes...

discurso de político fascista, de religioso extremista, de imprensa sensacionalista e de economista tentando ter razão em explicar o mundo.

Quando não diz nada, prevalece a morte do diálogo...

Pra onde nos leva o caminho em que estamos, 
tomará que haja caminhos, escolha e destino nessa aventura...
O papel da poesia economia política saúde moradia educação é trabalhar com a melhoria da nossa existência...
A liberdade que queremos parece ainda não existir em nossas ações...
Há um desastre agora acontecendo...
Na mente das pessoas.
Alguns podem sentir essa dor?
Outros simplesmente não sentem mais...
Tempos áridos de pessoas que usam o tecido amargo em suas vestes...
O doce dia da nossa felicidade também revela a estupidez do mundo...
Vou correndo apagar as lembranças dessa agonia...

Acomodou-se!!!
Bela lápide...

Sou matéria retorcida, reaproveitável...
Ferro velho na amplidão do fogo,
e teu olhar cego não sabe trazer a brisa.

Rascunho de mim mesmo, preso entre ser e o talvez... angústia existencialista

Eu louvo o caos absurdo das palavras,
Que fere mortalmente a alma vazia dos que segregam a palavra em nome de um saber, leia-se poder.

Ah o rancor!!!
Pedra maldita que impede o cadáver de mexer no túmulo...

Tarefa fácil acompanhar a trajetória dessa noite chuvosa...
Sentado na noite dos abandonos...
Sorvendo noites dos lugares inexistentes em mim,
Lugar vazio onde plantamos lembranças...
Os sertões continuam para além de toda saudade...

Homens fantasmas acenam no caminho dos sonhos, enquanto a chuva assina a lembrança dos dias intermináveis.

Aos tolos: tolices!!!

Escravo das palavras, vício miserável...

Coisas simples demais, tipo o que você pensou agora...
Coisas pecaminosas, tipo otários das redes sociais....
Coisas divinais, tipo orgasmo de namoro...
Coisas descabidas, tipo frustração de amor...
Coisas naturais, tipo alegria de torcedor de futebol...
Coisas propositais, infligir dor.

O vinho é um deus que incendeia o coração dos desejos...

Não vou pular corda na brincadeira do seu destino...
Prefiro o castigo da minha liberdade.

Hoje quero andar nu na agonia dos moralistas...

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