quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Fertilidade das Palavras...

Os ypês acordam a cidade lançando beleza sobre ela...
noite intensa... de riso e felicidade provisória.
por favor ligue depois ou deixe recado... fui viver.
só o amor encontra fissuras nas muralhas da intransigência...

vejo os porcos na lama,
acomodados e satisfeitos...
vou interpretar você: não gostei.
que absurdo essa condição egoísta....
crer e descrer, um risco capital...
depois do peso da mudança.... a essência da permanência.

ela se perdeu no próprio lenço do adeus...
ficou emoldurada na janela do silêncio...
e o amor deslizou do seu olhar
para o abismo do querer.

abri a porta e sentei na calçada, só o vento veio até mim...

nas ruas da tua predileção correm escondidos meninos de inanição....
teu vulto é um aquário de peixes medonhos
e teu olhar é pedra de parede...


Nenhum aventura se aproxima da vida familiar...
seguimos o dia na expectativa de viver...
o que nos faltava
exilou-se...
agora sombras
do que restou...
ventos da noite...

só sei voar nas asas das palavras...
cantando numa rua sem fim.

em todo lugar conspiração,
no teu olhar contemplação,
aqui na ausência de todos
solidão...

a cena do teu riso
contempla a calmaria,
no trono dos tolos, um vendaval de distância
e o sonho do amor
se desfaz na infertilidade das palavras...

Nenhum comentário:

Postar um comentário