quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Olhar das Ilusões

por que nos iludimos em querer?!
por que queremos tanto?!
que horas tua ilusão toma conta de mim?! que horas resolves partir? ! e se perderes a hora onde irás ficar? !

gostar de alguém
não é rodar na fila gostar é levar no coração

uma falta uma lacuna uma palavra em mim
porque o homem
se atormenta tanto?!

eterna noite em mim palavras me devoram

que palavra é o teu nome em mim?!

eu tenho uma palavra para você: 
pode ser o que você quiser.

deixa te dizer:
soubestes existir,
amor é uma semente.
(gratidão)

Pétalas no chão meu coração é um caminho

desfolhastes
todas as estações

o dia corre lá fora ainda no signo de ontem

necessito do hoje
como quem necessita
do amanhã

agora vou medindo os passos que me cabem

voando baixinho escutando os sons e as intenções das minhas asas

eu tenho uma bússola o teu nome escrevi nela

festival de aspirações,
aqui escrevendo meus sonhos,
medo de mim mesmo (contradições)

fica com os retalhos do meu coração faz um enfeite e deixa no portão

outro dia fácil para viver difícil é a ausência de você

ando assim
navegando na vontade

******louca e humana em mim essa vontade de viver me arrastando **** numa vontade de amar você ****

o amor que você plantou está vivo me faz continuar



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

sobre toda ausência

tu ausente de mim, o meu amor te busca todos dias. uma agonia de viver.

Vou enfeitar minha saudade com tuas memórias e sorrir porque consegui te amar

a saudade dela abre fendas 
no coração de papel, 
bastava o vulto dos seus acenos 
e voltaria a sorrir

saberá ela que ainda existe amor saberá ela do que existe aqui em mim ainda ela e o amor

ela chegou e saiu brincando com meu amor meu coração a bandeira do abandono

ninguém abusa do coração alheio, ocupa-o, e faz frutificar

agora caminhos para refazer o dia sem você a vida que vou levar

fica feliz fica em paz sempre será amor a marca da nossa ausência


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

e agora...

quem te fez vencedor?! quem te criou batalhas?! quem te fortificou?! quem te encheu de afetos?! quem te esperou?! quem amou teus sonhos?!
quem simplesmente te amou?!

adoro todo olhar tristonho porque ele quer sonhar

na cena da minha poesia ela é atriz 
das minhas palavras descabidas

eu não devia
querer te amar não era pra ser assim

e você uma presença
e uma ausência
em mim

importância da poesia

por que teu sonho é poço de tristeza?!
por que teu dia é um espaço de beleza?!
por que a hora é um rodeio infinito?!
por que tocar em ti é um tecido maleável?!

e essa poesia que conforta os dias que comporta o mundo e contorna a dor poesia suave e fria costurando alegria num picadeiro de dor

vem poesia grita teu corpo inerte, vem fazer-me o dia vem sonhar minha pele

e a poesia não é um ente não é um ser é ato que revela o instante de viver

vem poesia e faze-me viver seja a noite do meu dia seja o dia do meu viver

vem poesia que o amor já me roubaram o amor é tão fugaz que não importa mais amar

assim a poesia existe des-soberana sobre o ponto em que os homens ensaiam seus contatos imortais

uma poesia

uma poesia corriqueira quase imperceptível entre o sonho e o querer entre ser e o outro ser existir é a poesia que habita em mim

o medo é o não ser a angústia é o viver o resultado é possibilidade e a poesia um campo minado de fazer

sendo poesia sendo talvez sendo querer sendo escolha sendo a condição de ser poesia por viver

a poesia sente o mundo e devolve a ele significados de percepção a poesia faz o mundo

o que faz o raio iluminando uma noite tenebrosa de chuva?! uma poesia que quer saber poesia de descobrir o pensamento que quer viver

entre o sentir
e o traduzir o mundo a poesia faz o caminho de revelar

sendo assim

se a ansiedade pesa sobre teus olhos, pese sobre tuas escolhas como uma asa pesando num céu ausente de nuvens.

criando-se na liberdade o homem se constrói, num ato de responsabilidade única que responde para si a liberdade dos demais

de onde vem o sufoco se não da própria existência, respirar é sentir o mundo viver o mundo ser o mundo

tornei-me através das minhas escolhas, nada me surpreende eu sou o que resolvi sobre mim


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

descomplicando (ou quando ser feliz é o que importa)

desabitar é inundar de vazio um coração.

desamar é desabitar o amor do coração

toma o dia de presente e não seja mais 
alguém ausente um dia inteiro pra você eu desjuro te amar até você acordar

Fica longe E vem Bem perto Fica simples Suave como se nada Bastasse e o Amor fosse a última ideia, E de você houvesse um pouco de agonia

Fica simples Como se sorrir não bastasse Como se teu medo fosse coragem E assim diz o que teu coração Esconde. Fica no lugar de amar

tu quer medir o tempo aprende a medir teu coração

é simples tão simples que parece complicado

cartas de adeus

você sabe existir febril enquanto a beleza 
brinca ao teu redor há uma sede 
que teus olhos anunciam

hoje eu já te falei segredos de quando não te sabia já te jurei amores com juros eternos

já disse palavras que não te cabia e fui visitar teus sonhos com olhos de desejo e te encontrei na rua quando em ti tudo chovia

já descansei meus dias já perambulei em ruas já fiquei sentado assistindo o mar querendo te banhar já revi o filme da tua tristeza

já escrevi teu nome nos livros alheios já rabisquei os muros com a cor do teu cheiro

já guardei o meu sono já percebi os teus sonhos e fugi do assombro que tu teima em findar

afastei o meu nome desisti do confronto que guerreiam por ti
não te quero distante nem matando o gosto que ainda sinto por ti

esse teu adeus é infame tu só fazes abandono eu prefiro sonhar

vou dizer o teu nome e depois caminhar vou ali no distante pro teu amor me negar

ainda saberei viver depois que o céu se acabar

agora passam os dias inclusive passou sua ausência em mim horas inteiras em esperar você cansou e nem soube ficar

vá e leve seu amor, livre e amar, 
sem complicação
amar é só amar ficou muito em mim saudade e gratidão

domingo, 29 de novembro de 2015

outra dimensão

eu vi a porta 
onde tudo se esquece a porta que apaga o mundo 
dos amores esquecidos

na tua porta eu avistei teu riso reprimido e um jardim esquecido

na tua porta
de tantas portas eu sumi na luz que me apagaste

na ante porta que revela tua casa eu te vi escondida uma penumbra de quando havia uma mulher
projetando ensaios
de amor

o risco de existir

caminhos enfeitados com pedras amores de faz de conta desenhados no papel

desde que você desistiu do amor eu contemplo sua triste desistência enfeitando a dor com palavras vazias

eu prefiro existir com a minha dor a ter que afastar-se por não saber do amor

estratégias

essa minha cor acinzentada 
e os tijolos da minha aparência
são homenagem 
ao seu afastamento,
sutilezas no exercício 
de matar alguém em nós

depois de vivo, 
nada some para sempre resquícios do vivido surgirá, 
uma dor, um fantasma, 
uma imagem do amor.

do teu lado da fronteira
é onde supões existir amor
aproximar-se é o teu risco
o medo de encontrar sentimento
nas areias do deserto


sábado, 28 de novembro de 2015

recados

esses recados que joguei no teu telhado não sabem nada dos teus beijos

vou ali calar esse desespero sem você em mim

noite das ausências porque me ensinastes a amar bem no fim da minha vida?

falei de você em cada palavra em cada intenção agora vem e conforta a agonia do meu coração

somos assim

eu sou o sapo tu és a janela eu sou a chuva e tu a água de toda sede eu sou a rede tu és o chão eu sou a fome tu a mesa que anuncia o pão

sou a vela tu o candeeiro sou o tosco tu a flor do cajueiro sou a praia tu o navegar sou verbo tu és o conjugar sou o verso tu és o declamar


teu nome

adoro anunciar em mim o sabor desse teu nome proibido, permitido apenas na mentira dos instantes e na verdade dos desejos

teu nome um lugar perdido encontrado vagando em mim assim teu nome é um caminho um carinho que começa no silêncio que existe em mim


só você

só quero ser o desejo em que escreves meu nome

o fogo acesso da brasa que queima suavemente enquanto a brisa ajunta os corpos

hoje eu te amaria até o amanhecer de qualquer dia amar sem saber do risco que é amar você.

o lobo ao luar

poesia sem lugar algum indefinida em mim e teus sinais é uma comitiva de amores intermináveis agonia-te em mim que eu te quero ainda mais

vem mulher vem logo me falar de ti de teus amores e alimenta essa minha vontade de te devorar
(serei o lobo que habita o desejos dos amantes)

conversa sobre o encanto da dor

a poesia é uma rede 
onde embalo meus sonos e descanso meus sonhos
só por hoje eu me divido entre o sono e a alegria

é tanta noite 
que não sei que horas são horas serão horas que vão
agora o mundo real me acorda eu despercebo das horas e procuro uma forma de colher o teu o pão
toma o meu amor 
por essa noite
vou fazer tapioca e vou jantar o mundo inteiro
e eu fazendo tapioca 
que não sei fazer essa fome que a poesia traz

poesia é tapioca bem feita tapioca é uma poesia querendo te morder

se eu fosse dois mataria o outro eu que com certeza também te amaria

teus banhos e teus sais meus olhos de fome e a vontade de um querer-te ainda mais



noites de nunca mais

a noite e a madrugada uma diversão de dança
dançar é extravasar deixar o corpo falar
o dia nasce rápido tudo renasce em mim
agora uma gandaia me espera vou me esbaldar
enquanto sonho
em querer você (eu volto)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

o corte da navalha

teu retrato em mim é um esquecimento da eternidade teu retrato é uma palavra escondida tua palavra é uma miragem que não sei retratar

tua lembrança
é uma navalha
que usa meu coração
pra poder se afiar

zoo

agora canta o grilo e uma coruja veio fazer morada aqui um gato descansa aos pés do abandono e o cão late anunciado uma chegada de passos

quando ela me esqueceu

vou saindo aos poucos sem alarde sem o choro da saudade depois é curva feita e todo caminho quer seguir

abandono-te no melhor dessa agonia abandono-me ainda que tarde bem cedo eu já partia


de braços abertos

vou pular eu disse, e as espumas de sabão espalharam-se todas um evento lúdico na banheira.

vou me jogar
eu disse, e os travesseiros juntaram-se numa espera de conforto e camas

vou me entregar eu avisei e teus braços com que sonho anunciam-me as fronteiras do teu corpo, um confronto um descanso

tua fome

era o pão que procurava a rima era o verbo que tragava era a fome que bailava era noite que gozavas era a palavra desfrutada
o amor que comungava

Testamento

vou matar o poeta que há em mim esquartejar seu corpo em cada letra do alfabeto (chega de sentimentalidades!)

se ao menos alguém ler eu vou saber que todos vão saber de você aqui 
em mim

agora uma noite inteira toma posse de mim

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

navegar

quando ela me diz 
que vai para o banho eu quero ser 
toda água que há

a palavra é navegar

se eu te navegar tu serás o barco eu serei o mar se eu te navegar tu serás o porto serei o ancorar se eu te navegar serás brisa eu o mar

se eu te navegar serás também o mar eu serei a onda tu serás a praia inteira

se eu te navegar tu será depois do horizonte onde vou querer chegar se eu te navegar serei a madeira da tua nau o sal de cada mar

se eu te navegar navegas em mim também sereia do meu mar tanto mar pra navegar então, amar

na tua porta

o mundo calou o sensível em mim talvez a arte consiga resgatar minhas falas perdidas...

o seu sentimento 
é importante o meu por você 
é imprescindível

poucas pessoas 
sabem habitar em mim sem querer ir e sem querer ficar

ela sabe fazer tanta magia e fazer surgir alegria

eu passei correndo na porta dela ela riu e acenou eu fico menino lembrando cada gesto dela serão gestos de amor? quero nem saber

quero viver o que esse agora me proporciona ser menino na porta dela

colher risos e palavras e depois cuidar da minha tolice

importa é o meu velho coração sentido o que importa sentir

esse sentimento é meu
ofereço ele a quem necessitar porque através dele aprendi sobre o amar

algo em troca? quero nada só sentir a minha emoção.





fique pensado

não fique pensado 
porque eu digo que te amo é porque eu te amo mesmo, as vezes é pura contradição, as vezes é pra enganar o coração

se digo que te amo as vezes nem amo mais as vezes até demais noutras vezes o amor nem existe mais

se realmente eu te amo eu não sei sei que amo esse amor que sinto nem sei se você importa mais

as vezes eu quase amo as vezes o amor quase é demais e o amor volta pra mim rindo do que te ofereci

quado digo que te amo eu penso tanto que quase não te digo mais e fico dizendo pelos cantos do amor que sinto sem dizer jamais

quando digo que te amo é porque você não me escuta mais não me vê jamais e nem sabe desse palavras que exponho em mim como castigo demais

nem sei o que digo falo demais escrevo insensatez e se digo que te amo (é porque o amor veio 
e levou o meu dizer, levou palavras de você)

não digo mais que te amo só direi que amo só amo(r) só

entre a palavra e a magia

quero uma palavra mágica alguém sabe (? )

Há uma palavra mágica 
para cada poesia,  
a minha palavra 
eu sigo a procurar

há uma palavra 
que traduz cada pessoa a minha palavra 
eu quero encontrar

a palavra do dia foi o dia a palavra da noite 
também será dia


que palavra encontro
na palavra alquimia
e tua palavra te traduz?!

eu tenho uma palavra: você.
sou o outro dessa palavra
então somos a mesma palavra


terça-feira, 24 de novembro de 2015

sem olhos

agora a poesia não é de ninguém, ela será de todos de quem quiser de quem se apossar dela e souber sentir o doce corte que ela engendra

dispo-me dessa cena sigo nu diante da multidão cega quero me vestir de viver

adoro quado tu mentes recaí sobre ti um plano calmo e sereno de risos uma suavidade de verdades desejadas

assim saio de mim e sigo a navegar teus abismos um vasto mundo de cores uma imensidão de ti esperando ser habitado pela fome dos amores

ato de poesia

essas pedras são bandeiras para toda agonia que lamenta nessa terra amar é passar e voltar com o tempo

agora sirvam o vinho e que dionísio devaste os tolos corações dos amantes

amanhã eu te amo amanhã eu te como amanhã não tem planos amanhã não te encontro mais

voaremos juntos ou nunca mais dorme acorda e vive em paz meus amores de solidão

diante da tua imagem

anormal é meu coração voando solitário entre sonhos e ausências voando em torno de você

saudade é uma espécie de dor
eu fumo e bebo teu amor
assim aos pedaços
em mim

um teimosia constante
que nos revela,
retribuir
sem receber


terapia de chão

hoje resolvi deitar no chão frio da casa
deitado em mim ao som de rock e agonias poéticas

lembro teus olhos enormes fitando meu horizonte
Olhos de profundidade Absurdamente a me fitar

aquela mulher longe de mim distante de mim se afastando de mim que eu amo e não amo
tanto assim

vou ali outro viver outro aprender te lembrar
pra nunca mais te esquecer
te esquecer
para poder lembrar
do chão que há em mim
e ele é habitado
pelo amor

tessituras

já te disse de que sou feito barro inútil das palavras nervos limbo e doces pedras coloridas


falo de amor 
ao som absurdo de guitarras é meu peito 
querendo tudo abraçar

falamos e calamos palavras porque o amor é sempre tão devastador

meu coração, uma vassoura velha varrendo as ruas da solidão e você transeunte sem razão que passeia nessa agonia deixou o lixo da paixão