domingo, 19 de outubro de 2014

TOCANDO AS PALAVRAS...


Vou brincar de realidade mexendo com as palavras que se desmancham com os sonhos...
Então as palavras se soltam num vendaval de você...
No inicio de tudo... tudo. 
Depois vamos demarcando nossas desigualdades, o que sobrar pode ser usado no cimento da atração.

Compreender o mundo é uma tarefa inútil...
mundo líquido....mundo de papel... mundinho arenoso, terreno movediço e rico e pobre,
essa mundo das nossas intenções...
aqui a minha subjetividade é um mero adereço das palavras dos outros... assim decomponho meu mundo social.

Num tempo, por volta de ontem, nem havia preocupação com relógios, nem adeus, nem despedidas, bastava um unfollow.

Também estou morrendo... verdade inútil!!!
já consigo ver a luz!!!
agora abro os braços e me deixo levar...
assim depois de morto compreendo o meu valor....


Quando eu era normal. o mundo era distante; 
depois fiquei estranho e o mundo ficou vazio, 
agora fiquei distante e o mundo todo é você...


diário do meu coração:...carências...
diário da minha dor:...sozinho...
diário da minha alegria:...suspensa...
diário da minha fé:...ferrada...
diário da minha fome:...você...
diário da minha imagem:...cansada...
diário da minha palavra:...agonia...
diário do meu relógio...atraso...
diário da minha poesia:...relatos...
diário da minha política:...passarão...

Numa porta inexistente de uma casa inexistente, aquela mulher não existe mais de tanto amor que não tinha...
Vou arrastar o meu coração até o conforto da tua ausência e juntos vamos contemplar a devastação do antes, do durante e do depois do amor...
leio todos os jornais na espera de encontrar um recado teu, que não sabe da minha existência...
se esse teu amor não me alcança mais, não é mais meu amor, é outro amor, um amor qualquer...
Você toca em mim com suas palavras de abandono, eu me reparto e fujo para além dos encontros...
e tuas palavras são sinais sobre mim, bandeiras de uma vitória anunciada...
do teu amor que chega até mim, eu aceito toda razão, insanidade e paixão...
vou atravessar essa tormenta... atravessar essa cortina de dor... o certo é que resisto a essa agonia em nome do meu amor.

Imagine assistir o filme sobre o que você sonhou...

A razão chegou bem perto de mim, ela estava num estado deplorável, com cara de amor desfeito...
a minha insanidade é amante da minha razão...

Esse abandono todo soluça de braços abertos....
diante da tua estátua silenciada, montei meu quarto de dormir...e ouviu teu gemidos de frio.
Ela nunca se mostra e fica lá todo dia sozinha no mundo, nua exposta, em busca do amor e meu prato é uma estampo do seu desejo...

Todos fogem para sobreviver... diziam os que resolveram ficar e correr os riscos.

Era tarde... era ainda tão cedo e era um adeus tardio que teimava em não querer partir.

Não me banhei nesse poço, não posso me curvar tanto, não passo de um homem comum, nem invejo sua sede de desejos, a minha querência me sufoca cada dia.
assim sigo entre viver e morrer, faço minhas escolhas...
Semente de jequitibá, são meus sentimentos...



Vou ali fazer minhas orações e bajular meus pecados diários, vou sem pressa em busca de carinho e prazer, vou me desarmar e viver... depois que seja bem depois!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

POR QUE OS HOMENS MORREM?!!!


Por que os homens morrem?!!!....A grande maioria morre por não saber amar, é fácil essa resposta? É nada!!! As pessoas, os homens morrem assim aos poucos, morrem aos montes, e o pior é que muitos permanecem como se estivessem vivos, vagando entre os outros humanos, tornam-se uma espécie de zumbis, que se alimentam da vida e do amor alheio para poderem sobreviver, para poderem continuar vagando no mundo dos vivos. São pessoas mortas que alimentamos sem querer, e sem saber que estão mortas, jogamos sobre elas o maior dos nossos esforços, o melhor das nossas vidas e muito do nosso amor. Erramos agindo assim? Claro que não, somos nós os vivos que alimentamos nos mortos a esperança e a fé que temos em nome do nosso amor. Somos tolos, somos cegos ou porque enxergamos tão pouco sobre a insanidade alheia? Somos humanos e o discernimento é um dom que precisamos desenvolver em nossas mentes, uma capa protetora que nos permita ver para além do manto torpe das aparências. Nosso pior erro é que acreditamos cegamente sobre o que não temos certeza, acreditamos no aparente como algo real, algo concreto e definitivo, infelizmente não há nesse mundo real algo que seja assim tão firme e forte no campo das certezas. O real é aparente e nossas certezas são tão frágeis quanto um bebê recém nascido. Definitivo mesmo é a transitoriedade da nossa existência.
Por uma questão de dignidade devemos aos mortos no mínimo um sepultamento e, assim nesse ritual aprendemos sobre o desapego, a separação e sobre a superação da dor e da perda.
Cumprido os ritos obrigatórios, guardamos um luto como prova da nossa dor, prova do nosso sofrimento. Posteriormente nos reservamos, e na solidão dos nossos sentimentos refletimos sobre a nossa existência e sobrevivência. Acontece que o tempo, que só existe nas nossas experiências psicológicas é o elemento que nos permite a superação e a cura de toda dor que a morte e a perda causam em nós.  
Certa vez Sêneca escreveu para uma senhora romana tentando confortando-lhe sobre a perda de um ente querido, ela estava sofrendo e excluía-se do mundo, do convívio social, sua dor persistia, e ele começa sua carta perguntando, “o sofrimento deve ser profundo ou eterno.” Sofremos e sobrevivemos ao que nos causa dor, assim avançamos sobre os escombros dos nossos infortúnios. Assim maturamos nossa humanidade através das nossas experiências de vida. Sempre somos afligidos pelos sentimentos de perda, porque vivemos guiados pelos sentimentos de posse.
O que ou quem gostamos não nos pertence, não é nosso, é do nosso amor. O amor não permite e nem aceita possessões. O que é nosso é o que conseguimos dar e compartilhar.
Todos morrem essa é a pior das nossas fatalidades, mas nunca nos preparamos para essa ocasião, até então tudo bem, isso faz parte da nossa condição humana, não queremos o fim, queremos continuar, queremos permanecer e nos eternizar, queremos viver, eis que nem todos sabem da própria condição em que estão, falta sanidade, falta sensibilidade e falta razão que possa permitir uma tomada de consciência sobre a realidade em que se vive. Alguns estão morrendo em nossas vidas, muitos estão mortos em nós e tantos outros são fantasmas que vagam em nossas existências.
Somos uma fonte geradora de força que alimenta muitos e que gera vida para milhares. Nós somos a vida, nós temos a vida, carregamos conosco uma diferença que permite essa magia, o inexplicável sentimento do amor. Uma imunidade própria que nos permite sobreviver e alimentar a vida para além de nós mesmos.
O velho Schopenhauer nos alerta para a vontade de viver,  o hardware do nosso sistema que funciona em nós independentes das nossas inclinações, um dispositivo que contém a nossa marca ou condição humana, a vontade de viver é o que nos impulsiona a despeito de qualquer condição ou situação que estejamos enfrentando, somos conduzido por essa força estranha que habita em nós, a vontade de viver...
Vivemos na busca do sentido da vida, e traçamos planos intermináveis durante nossa existência para tentar encontrar um segredo, um tesouro ou algo que pensamos estar perdido ou escondido e assim aceitamos a condição de vivermos nessa empreitada de procurar nos nossos horizontes uma certeza, uma garantia para nossa existência. Vivemos fazendo rodeios em torno da nossa existência, tentando encontrar respostas que na maioria das vezes somos nós mesmos que sabemos como respondê-las...
Não devemos depositar nos outros toda nossa esperança de felicidade, aos outros cabe participar da nossa felicidade, quando assim nós permitimos, o outro não é garantia de felicidade, o outro é parte da nossa existência, eu existo logo espero que o outro existe também, assim ser feliz não é condição que dependa dele ou de mim, ser feliz é a nossa pretensão metafísica, ser feliz não é uma meta a ser alcançada, ser feliz não é um objetivo, a felicidade assim exposta é como o paradoxo de Zenão, dilui-se na infinitude da nossa existência. Como ou o que fazer para alcançar a felicidade e deixar que Zenão descanse seu medo?! simples, sendo feliz sem ter que lutar pela felicidade. Ser feliz é ser quem somos, sendo o mesmo e novo a cada dia, o mesmo renovado, sendo em nós a “mudança e a permanência que queremos para o mundo.” É algo assim fácil de entender e difícil de viver, porque ela resida na simplicidade da nossa própria vida. A felicidade é todo dia, ela é nossa existência, então a vida está difícil e às vezes ela é dolorida, bem vinda ao mundo dos mortais, onde a dor participa na composição da nossa felicidade.
Porque você é alguém especial, e o que fazemos para ser assim aos olhos dos outros? Na verdade não fazemos nada, nós existimos, o que dá uma importância especial para alguém, é a forma como os outros nos vêem, como somos, como agimos, algumas pessoas nos identificam com valores e sentimentos especiais, na maioria das vezes nós sabemos como ocupar os espaços vazios e carentes que elas possuem. Lembra da pessoa certa, da palavra certa, da hora certa, isso é uma adequação humana e psicológica que sabemos utilizar de forma sábia e honesta, nas situações em que o outro concede a nossa atuação, em que atuamos quando o outro não sabe e nós fazemos em nome da nossa índole, da nossa ética, educação e humanidade.
Por isso, não morra no coração de ninguém, e quanto aos que sofrem faça-os viver, em nome do que lhe faz viver, lembra das lições básicas da matemática, diminuir para não perder, dividir para ser a comunhão, multiplicar para criar raízes e somar quando as outras operações forem esquecidas. Quer a luz, seja o fio condutor, quer o fogo seja a sua razão, quer a verdade seja a palavra que ela alimenta, quer o abraço seja o afeto que ele representa, quer o riso seja a tolice das gargalhadas, quer o poder seja a simplicidade, quer a dor seja orgulhoso, quer o saber seja humilde, quer a riqueza aprenda com os outros, quer a força seja o seu semelhante, quer o respeito aceite as pessoas. Quer viver mais seja eterna, quer ser eterna seja você, seja verdadeira, seja honesta. Quer ser amada, ame enquanto viver.
Sua vida é como um balde, uma taça que vai sendo preenchida com a água da vida, deixe sua água transbordar e escorrer pelos cantos onde você vive, deixe inundar os lugares inabitados, deixe-se e quando a fonte secar entregue o que restou da sua água, você é espaço que permite a existência, você é apenas um instrumento, acha que deu ou fez o melhor, dê o que lhe resta, faça de novo, faça mais, faça melhor, não dê as sobras, dê o melhor, lembre dos poetas nordestinos: “quem tem o mel dá o mel, quem tem o fel dá o fel e quem nada tem nada dá.” Não esqueça, todos esperam, todos querem receber, seja você, o melhor de você.
Quantos aos homens e mulheres que morrem ao nosso redor, que não seja pela falta da nossa doação; aos que morreram, o nosso respeito. Cuidemos em viver, para que não venhamos a morrer do mesmo mal, não saber amar. Cuidemos em amar, para que a morte não seja tão presente na vida de tantos. 



segunda-feira, 14 de abril de 2014

RASCUNHO E SENTIMENTOS DE PALAVRAS...

Quantas vidas você tem para oferecer hoje...

COMO ESQUECER, COMO ESQUECER, 
SOPRAVA O VENTO...
JAMAIS, JAMAIS, 
RESPONDIA AS CAVERNAS ESCURAS DA SAUDADE...

QUERO A ILUSÃO DE TODAS AS MENTIRAS
ENQUANTO AS VERDADES TEIMAM EM CEGAR MEUS OLHOS
SEDENTOS DE INGENUIDADE...


LÁ FORA REINA O DESCASO, 
AQUI NO MEU ESPAÇO EGOÍSTA, TORPE E SENIL 
ALIMENTO A MINHA FÉ E CONVERTO OS TOLOS...  palavras de salvação
O MEU SANTO É DE BARRO, E DO PAU OCO... 
ADORAMOS OS DESCRENTES, 
QUE TEIMAM EM CRER EM TOLICES REVELADAS...
vou me penitenciar, pagar promessas sem curas e mentir para o meu ego...
em todo lugar do mundo, a realidade sonha com as palavras de Heráclito....MUDANÇA!!!  
e o que ele esqueceu: a permanência!!!!!!

alimento-me de todas as ausências...
amanhã só me resta devorar meu umbigo...
na hora do aperto, do cerco, da dor e do medo, 
sozinho e acuado num canto, com um crédito no celular.....você liga pra quem?!

La ciudad es cutre e su playa non tiene el sol de las personas...

O ACASO NÃO EXISTE... 
É O VAZIO ENTRE O PLANEJADO, 
O FEITO E NOSSA PERCEPÇÃO DA REALIDADE...

Indo para o mar, onde não há o mar... eu sei ir...
Todos mendigamos, atenção, ajuda e afeto...

acabou de começar....o fim!!!!
todo dia ele acaba e recomeça...
então é literalmente contagem regressiva...

A CARA MAIS BONITA É DA HIPOCRISIA...
MÁ EDUCAÇÃO MATA...
Tente ao menos ser Solidário...

NÃO TENHO IMAGENS ALGUMA NO MEU BOLSO FURADO....
VOLTE SEUS OLHOS SOBRE MIM, 
SEJA LATENTEMENTE VICIANTE... 
GRITOU O POÇO...
ENQUANTO O ECO DORMIA TRANQUILO.

nunca estamos livres, a dor nos acompanha, 
assim aprendemos a sorrir...
no cair da noite ficamos mais ávidos... 
é o tormento da solidão das camas...

SE VC É MUITO OU POUCO, 
NÓS JUNTOS TEMOS O VALOR DE:
 1234567890 + 0987654321 = TUDO QUE TENHO PRA TE DIZER 
AGORA VEM MISTURADO COM: ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVXWYZ.
vouviverficouchatoachatice...eotédiotomoucontademim...
Décio.....sabia construir muros e derrubar montanhas com as palavras...Pignatari!!!
concretizando: sssssssssssssssssss saaaaaaaaaaaaaaaaaa sacccccccccccccccccccc saciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

quer se comprometer, então não se comprometa...
viva as pessoas sem vírgula e sem pudor as normas intelectuais, 
viva a vírgula que norteia o caos da razão, 
tão frágil, tão temerosa de si.

tudo desidratado inclusive as pessoas...
o sertão segue inventando resistências...
A seca é real, a água é um sonho caro 
que se afasta da geografia humana...

como um rato ágil vou correndo dos gatos 
e me atiro intrépido na ratoeira.... 
de longe ouve-se o estalo...

não chore tanto, 
o calendário é curto como um amante tosco....
é só no dia que você decide que as coisas acontecem...

entre a vidraça e a pedra,
o dilema das mãos que jogam,
que compram que afagam e apontam...
as nuvens chegam num anúncio de chuvas esquecidas, 
enquanto sonhamos com uma brisa sobre em nossas vidas...
e agora acabou a moda, a droga do momento, 
como conter a fúria da abstinência midiática... 
o vício é uma tela de prazer...

enquanto ele gritava socorro, socorro, 
as paredes invisíveis riam da falta do amor, na hora da solidão...
a solidão é uma opção, o abandono e o esquecimento é uma tortura...
de tanto que te amo.....eu também te odeio...

o barco à deriva, cheio de marinheiros raivosos, 
enquanto o almirante atirou-se ao mar.... 
fujam, fujam, grita de longe uma sereia dissimulada... 
(contos de assombração do deserto).

Minhas melhores promessas são peças de enfeites de meio de rua...
e quando vem a chuva vamos juntos em busca do gargalo...
cabe em mim todo medo, coragem e ousadia do mundo,
que teimo em viver e lanço ao mundo em alguns míseros caracteres...


olhos de vigia nas palavras, fuçando as intenções...
censura intelectual é tão míope quanto o peso do opressor.
eu sigo essa tua agonia...
publico palavras sem sentido 
diante das tuas imagens e publicidades de discursos mórbidos e política vazia...
é o sapo....é o grilo.... é o medo... é o eco!
alguém já mandou você...então vá agora!!!
sorria você está sendo filmado, copiado, plagiado...deletado!!!
produto das redes, balançando no sentido inverso.

o pior dos rótulos.... segue crispado de intenções que as palavras despejam sobre os demais...