sábado, 26 de novembro de 2011

"I HAVE A DREAM"

andei sonhando, já faz um tempo, nem lembro mais o quanto que o tempo vai deixando marcas em nós. assim por falar em sonhos, resolvi escrever tudo em letras miúdas, liguem não!! é a escrita cheia de sonhos.
a minha casa tem um quintal grande, sonhei em fazer um teatro, que vai se chamar "no quintal lá de casa", quero pintar a casa toda de branco, inclusive o teto, não quero mais grades, nem muro, nem portão, quero fazer uso de uma arquitetura das curvas, refazer a hidraúlica da casa, aproveitar a água da chuva, aproveitar a luz solar, abrir espaço de luz e vento, usar novas cores, remodelar os móveis. quero ver a rua, não quero me esconder dela, quero que saibam que existimos e somos moradores incomuns e sedentos por vida e felicidade, sem medos, porém com os cuidados necessários.
depois quero fazer mapas de como chegar onde eu quero ir, quero fazer caminhadas, pelos andes, ir ao nepal, caminhar pelos contornos do rio paraíba, trilhar o litoral brasileiro, passear até chegar na terra do fogo, uns passos em busca de outros mistérios, primeiro preciso aprender a caminhar e ainda tem um tal de bico de papagaio que me acompanha não sei porque, tanta floresta livre e ele veio logo pra mim. quero esboçar uma viagem até o alasca, quem sabe  refazer os caminhos da casa da torre, dos oliveira lêdo, dos tropeiros, almejar dharamsala, passear nos açores, percorrer toda a muralha da china e saber de olhos fechados o caminho de casa, onde durmo em paz.
quero cumprir as metas de cada ano, sair com meus filhos e mostrar os caminhos onde andei, o primeiro mar, o de pajuçara, primeiras ruas e aventuras, um fim de semana numa praia deserta ou acampar no meu quintal numa sexta ou sábado à noite, num escuro ou na luz da fogueira falar sobre fé, religião, política, sexo,drogas, comidas e amizades com eles, expor sonhos, dúvidas e futilidades com seriedade e risos, contar histórias de medo e depois não ter mais coragem de dormir e imaginar o inimaginável. de temer as despedidas, as perdas, usar metáforas, filosofias e tolices como meio de choraminguar anseios paternos, rir à luz do luar e procurar planetas a olho nu, como se as agulhas dominassem o palheiro.
fico sonhando à toa, e quando eles surgem nas noites esqueço de anotar os detalhes, agora faço o contrário, anoto antes e depois quando vou deitar fico esperando eles chegarem, termino por adormecer e perco boa parte da festa que só o Id comanda, assim a festa acontece e meus sonhos vão aos poucos sendo revelados para além da minha razão, deixando os rastros da minha impermanência...

2 comentários:

  1. Gostei da reflexão viu....Parabéns pelos sábios pensamentos...Gostei tb da parte do papagaio rsrs...Abraço.

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  2. Muito bom Sr. Antonio! Texto bem pessoal... sonhador, não há coisa melhor do que escrevermos o que pensamos, desejamos e sonhamos. Namastê!

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